Saudades tuas, que não sei quem és. Há dois dias que te encontro. Nada sei de ti, o teu rosto não se apagará mais da memória, e um dia cruzar-nos-emos novamente. Anoitece quando fecho os olhos. Vejo-te, persigo o teu olhar, e sei que um dia nos reconhecemos e nos falamos, e nos amamos um pouco mais por cumplicidade do que por desejo. Se entrares nalgum sonho dessa noite não te esqueças de me telefonar.


Al Berto, Diários